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Atresia do Esôfago: o que é, sintomas, tratamento e cuidados com o bebê?

  • drolavoferrazadm
  • 17 de nov.
  • 3 min de leitura

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Descobrir que um bebê nasceu com atresia do esôfago pode causar muita preocupação nos pais. A boa notícia é que essa condição tem tratamento e, com os cuidados corretos, a maioria das crianças leva uma vida saudável e sem limitações.

Neste artigo, você vai entender o que é a atresia do esôfago, como é diagnosticada, como é feita a cirurgia e quais são os cuidados após o tratamento.


O que é a atresia do esôfago?

A atresia do esôfago é uma malformação congênita, ou seja, um problema que surge ainda durante a gestação.

Nessa condição, o esôfago — o tubo que liga a boca ao estômago — não está completamente formado, e as duas partes não se conectam.

Isso faz com que o alimento (ou o leite materno) não consiga chegar ao estômago, o que impede o bebê de se alimentar normalmente. Em alguns casos, o bebê também apresenta uma fístula traqueoesofágica, uma comunicação entre o esôfago e a traqueia (tubo que leva o ar aos pulmões), o que pode causar engasgos e dificuldades respiratórias.


Sintomas da atresia do esôfago no bebê

A atresia do esôfago geralmente é percebida logo após o nascimento, quando o bebê apresenta alguns sinais característicos:


• Excesso de saliva ou baba constante;

• Engasgos, tosse ou dificuldade para respirar durante as mamadas;

• Vômitos com aspecto espumoso;

• Impossibilidade de passar a sonda até o estômago;

• Acúmulo de líquido amniótico (polidrâmnio) identificado no pré-natal.


Caso o bebê apresente esses sintomas, a equipe médica realiza exames para confirmar o diagnóstico, como radiografias com sonda.


Diagnóstico da atresia do esôfago

O diagnóstico é confirmado por meio de um raio-X do tórax e abdômen, realizado após a tentativa de passagem de uma sonda pelo nariz do bebê. Se a sonda não alcançar o estômago, é um forte indicativo de atresia do esôfago.


Durante o pré-natal, o ultrassom obstétrico pode levantar suspeitas, especialmente quando há muito líquido amniótico e o estômago do feto parece pequeno ou ausente.


Tratamento da atresia do esôfago: como é feita a cirurgia


O tratamento da atresia do esôfago é sempre cirúrgico, e deve ser realizado logo nos primeiros dias de vida. O objetivo da cirurgia é unir as duas partes do esôfago, permitindo que o bebê consiga engolir e se alimentar normalmente.

Durante o procedimento, o cirurgião também fecha a fístula traqueoesofágica, se houver. Em casos em que as extremidades do esôfago estão muito distantes, pode ser necessário fazer uma cirurgia em etapas ou usar técnicas que alongam o esôfago gradualmente.

Enquanto a cirurgia não é possível, o bebê recebe nutrição por via venosa ou por gastrostomia (um tubo colocado diretamente no estômago).


Cuidados após a cirurgia


Após o procedimento, o bebê permanece na UTI neonatal para observação. Os principais cuidados envolvem:


• Monitorar a cicatrização da anastomose (local onde o esôfago foi unido);

• Evitar refluxo gastroesofágico, que é comum nesse período;

• Garantir uma alimentação adequada e segura;

• Acompanhar o crescimento e desenvolvimento da criança com pediatra e cirurgião.


Com o tempo, a maioria dos bebês passa a se alimentar normalmente e cresce saudável. Algumas crianças podem apresentar estreitamento (estenose) no local da cirurgia ou refluxo persistente, que exigem acompanhamento, mas têm tratamento eficaz.


Prognóstico e qualidade de vida

Graças ao avanço da cirurgia neonatal e dos cuidados intensivos, o prognóstico da atresia do esôfago é muito positivo. A maioria dos bebês se recupera bem e tem desenvolvimento físico e alimentar normal.

O acompanhamento médico é essencial nos primeiros anos, mas, com o tempo, essas crianças levam uma vida ativa e saudável, sem grandes limitações.


Apoio emocional e informações seguras


Receber o diagnóstico de atresia do esôfago pode ser difícil, mas é importante lembrar que há tratamento e esperança. Buscar orientação médica especializada, manter o diálogo com a equipe de saúde e procurar grupos de apoio a pais de crianças com malformações congênitas pode fazer toda a diferença no enfrentamento dessa fase.



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